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28/04/2021

COVID IGG Anticorpos Neutralizantes

Hoje responderemos todas as dúvidas sobre Anticorpos Neutralizantes

O que são Anticorpos Neutralizantes e Não Neutralizantes?

 

Os anticorpos neutralizantes (NAbs) e os não neutralizantes (n-Nabs) estão presentes no plasma e na saliva, originando-se após a infecção pelo SARS-CoV-2, isso acontece porque a infecção gera uma resposta imunológica intensa, que por sua vez inicia a produção dos anticorpos, podendo esses serem avaliados e quantificados.

 

Os anticorpos não neutralizantes (IgA, IgM e IgG) mostram a atividade antiviral contra regiões conservadas do envelope glicoproteína. Enquanto que os anticorpos neutralizantes fazem parte de um subconjunto de anticorpos IgG que pode inibir a entrada do vírus na célula e consequentemente a replicação viral, sendo parte essencial da resposta imune humana, entre o sistema imunológico inato e adaptável para prevenir infecções.

 

Qual importância de dosar os Anticorpos Neutralizantes?

 

Os Anticorpos neutralizantes sempre estiveram aqui, pois existe uma grande correlação entre imunidade protetora e sucesso vacinal. São esses anticorpos capazes de bloquear (neutralizar) efetivamente a interação do agente patogênico e a célula hospedeira. Com o início da vacinação, houve a necessidade de realizar a quantificação da resposta imune, pois são os anticorpos neutralizantes que bloqueiam a ligação entre o Receptor Binding Domain (RBD) da Proteína Skipe (S) do SARS-COV2 ao receptor das células humanas (Proteína ACE2) impedindo assim a entrada do vírus no organismo.

 

Como os anticorpos neutralizantes são normalmente medidos?

 

A atividade neutralizante do anticorpo geralmente ocorre através de ensaios biológicos que simulam a infecção viral em células em cultura, que são os Testes de neutralização por redução de placa (PRNT), que requer um laboratório com Nível de Biossegurança Nível 3 ou por Ensaio de Neutralização de Pseudovírus (PNA), que requer um laboratório Nível de Biossegurança Nível 2.

 

A principal desvantagem desses tipos de ensaios funcionais de neutralização é a necessidade de cultura de vírus vivos, o que aumenta a complexidade e o custo. Os testes são demorados, trabalhosos e de baixo rendimento. As complexidades operacionais dos testes os tornam inviáveis para serem inseridos na rotina em escala em grandes populações.

 

Como podemos substituir a dosagem tradicional por um teste de anticorpo?

 

A sorologia passa a ser o teste alternativo ou substituto para esta dosagem em placa, pois é tão específico e mais sensível do que um teste de neutralização de vírus. Ensaios de neutralização, como redução de placa e neutralização de pseudovírus, fornecem dados essenciais para a validação de testes sorológicos para estabelecer concordância de títulos neutralizantes.

 

Como devemos interpretar o resultado da Dosagem de Anticorpos Neutralizantes?

 

O resultado desse exame, ocorre em amostra de soro do paciente, que não precisa estar em jejum. É realizada uma leitura por quimioluminescência e o valor de índex obtido segue interpretação descrita abaixo:

 

Resultados inferior a 1 são negativos

 

Resultados igual ou superior a 1 são positivos

 

  • > 1 = correlação 85,7% com o teste de neutralização viral em placa(VNT)*
  • > 5 = correlação 91,8% com o teste de neutralização viral em placa(VNT)*
  • > 10 = correlação 97.7% com o teste de neutralização viral em placa(VNT)*
  • >15 = correlação 99.7% com o teste de neutralização viral em placa(VNT)*
  • >20 = correlação 100% com o teste de neutralização viral em placa(VNT)*

 

*VNT: neutralização viral em placa

 

LIMITAÇÕES:

 

Ainda não foi definido qual o tempo necessário para a soroconversão, nem tampouco a dinâmica da produção e duração/estabilidade dos anticorpos ao longo do tempo, especialmente em vacinados. Além disso, não há comprovação, até o momento, de que a presença de anticorpos neutralizantes circulantes confira proteção ou possa interromper a transmissão, já que a resposta humoral ainda não foi correlacionada à imunidade. Um resultado negativo não exclui, completamente, a possibilidade de contato prévio até porque alguns pacientes podem não soroconverter.

 

Por, Alice Marques Moreira Lima

Ms. Alterações Endócrinas,

Programa de Pós Graduação Saúde Adulto UFMA

Esp. Análises Clínicas e Toxicológicas

Esp. Citologia Clínica

Coordenadora Unidades Cedro Imperatriz/MA

REFERÊNCIAS

 

BROCHOT, Etienne et al. Anti-Spike, anti-Nucleocapsid and neutralizing antibodies in SARS-CoV-2 inpatients and asymptomatic carriers. MedRxiv, 2020.

 

CDC (Centers for Disease Control and Prevention). Interim Guidelines for COVID-19 Antibody Testing. Disponível em: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/lab/resources/antibody-tests-guidelines.html. (Acessado em 08/04/2021).

 

CARRILLO, Jorge et al. Humoral immune responses and neutralizing antibodies against SARS-CoV-2; implications in pathogenesis and protective immunity. Biochemical and biophysical research communications, v. 538, p. 187-191, 2021.

 

Cheedarl N., Luke E. H. Desenvolvimentos Recentes em Microbiologia Aplicada e Bioquímica Capítulo 7 -Papel funcional e protetor dos anticorpos neutralizantes (NAbs) contra infecções virais. 2019, Páginas 83-93.

 

DIAS, VM de CH et al. Testes sorológicos para COVID-19: interpretação e aplicações práticas. J. Infect. Control, v. 9, 2020.

 

LIMA, Luana Nepomuceno Gondim Costa; DE SOUSA, Maisa Silva; LIMA, Karla Valéria Batista. As descobertas genômicas do SARSCoV-2 e suas implicações na pandemia de COVID-19. Journal of Health & Biological Sciences, v. 8, n. 1, p. 1-9, 2020.

 

WANG, Pengfei et al. Increased resistance of SARS-CoV-2 variants B. 1.351 and B. 1.1. 7 to antibody neutralization. BioRxiv, 2021.

 

WEISBLUM, Yiska et al. Escape from neutralizing antibodies by SARS-CoV-2 spike protein variants. Elife, v. 9, p. e61312, 2020.

 

XIE, Xuping et al. Neutralization of SARS-CoV-2 spike 69/70 deletion, E484K and N501Y variants by BNT162b2 vaccine-elicited sera. Nature Medicine, p. 1-2, 2021.

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